Diante de inconsistências no laudo oficial emitido na Indonésia, a família de Juliana Marins brasileira que morreu após cair durante uma trilha entrou com um pedido na Justiça Federal para que uma nova autópsia seja realizada no Brasil. A solicitação foi feita nesta segunda-feira (30), por meio da Defensoria Pública da União, no Rio de Janeiro, e ainda aguarda análise.
Mariana Marins, irmã da vítima, explicou que o pedido contou com o apoio do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), da Prefeitura de Niterói:
“Com o auxílio do GGIM da Prefeitura de Niterói, acionamos a Defensoria Pública da União (DPU-RJ), que imediatamente formalizou a solicitação junto à Justiça Federal para uma nova perícia no caso da minha irmã.”
Apesar da indefinição, Mariana disse acreditar em um parecer favorável:
“Acreditamos no Judiciário Federal brasileiro e esperamos uma resposta positiva nas próximas horas.”
O traslado do corpo de Juliana ainda não foi concluído. A Prefeitura de Niterói custeou a repatriação, mas, segundo Mariana, a companhia aérea ainda não confirmou o voo. No domingo (29), ela relatou que a empresa alegou falta de espaço no bagageiro da aeronave, o que preocupa a família, já que o prazo de validade do embalsamamento pode comprometer a realização da nova perícia.
As dúvidas em torno da morte de Juliana surgiram após a divulgação do laudo estrangeiro. Segundo o documento, a brasileira sofreu múltiplas fraturas e lesões internas, e teria permanecido viva por cerca de 20 minutos após o acidente. No entanto, imagens que teriam sido registradas horas depois da queda mostram Juliana ainda com sinais de vida, o que levanta suspeitas sobre a real linha do tempo do caso.
A família agora aguarda a chegada do corpo e uma autorização oficial para que uma nova autópsia possa trazer respostas mais precisas.


