O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (5) uma nova exigência para determinados estrangeiros que solicitarem vistos de turismo e negócios: o pagamento de uma caução de até US$ 15 mil (cerca de R$ 82 mil). A medida faz parte de um projeto-piloto que, segundo o Departamento de Estado, tem como objetivo reduzir os índices de permanência ilegal no país.
Na primeira fase do programa, apenas Zâmbia e Malaui foram incluídos na lista de países cujos cidadãos precisarão pagar o valor caução. O Brasil ficou de fora da lista inicial, e até o momento não há confirmação se poderá ser incluído futuramente.
O projeto entra em vigor em 20 de agosto e terá duração de 12 meses. Ele será aplicado a solicitantes dos vistos B-1 (negócios temporários) e B-2 (turismo, lazer ou tratamento médico). Os valores da caução variam entre US$ 5 mil, US$ 10 mil e US$ 15 mil, e serão devolvidos apenas se o visitante deixar os EUA dentro do prazo legal de permanência.
A lista de países sujeitos à caução poderá ser atualizada a qualquer momento, desde que o aviso seja feito com ao menos 15 dias de antecedência.
Paralelamente à nova exigência de caução, os Estados Unidos também lançaram o chamado “Gold Card” (ou Cartão Dourado), um visto especial voltado para estrangeiros ricos dispostos a investir no país.
A nova modalidade exige um investimento mínimo de US$ 5 milhões (cerca de R$ 30 milhões) e promete facilitar o caminho para a cidadania americana, segundo o ex-presidente Trump, idealizador do projeto.
O Gold Card surge como uma alternativa ao EB-5, programa que já permite a residência a quem investe e gera empregos nos EUA. Porém, segundo o governo, o EB-5 está sob críticas por supostas fraudes e valores considerados baixos. O novo cartão, além de exigir um investimento maior, terá um processo mais rigoroso de análise dos solicitantes.


