O empresário Renê da Silva Nogueira Junior, acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, 44 anos, teve a prisão convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada na quarta-feira (13) em Belo Horizonte. O crime ocorreu na segunda-feira (11), enquanto a vítima trabalhava na coleta de lixo.
O magistrado Leonardo Vieira Rocha Damasceno destacou a gravidade do delito e a frieza do acusado, que foi preso em uma academia onde treinava. “Comete um crime desse porte e vai treinar”, afirmou o juiz, ressaltando o risco à ordem pública e o desrespeito à vida humana.
Segundo a decisão, o empresário também responde por lesão corporal grave no contexto de violência doméstica, onde a vítima teve o braço fraturado. No local do homicídio, foram apreendidas munições compatíveis com uma pistola calibre .380, registrada em nome da esposa do acusado, que é delegada em Minas Gerais. A arma foi posteriormente recolhida da residência do casal.
O juiz argumentou que a prisão preventiva se justifica pela gravidade do crime, cometido em plena luz do dia, por motivo fútil, e pelo modus operandi empregado, que gerou grande comoção na comunidade.

