Derrotado por 2 a 1 pelo Clube de Regatas do Flamengo, no Maracanã, o Esporte Clube Vitória não deixou o campo apenas incomodado com o resultado do jogo de ida da 5ª fase da Copa do Brasil. A atuação da arbitragem também virou alvo de críticas do clube baiano, principalmente por três lances considerados decisivos ao longo da partida.
Ainda nos primeiros minutos, um choque envolvendo Ramon gerou reclamações. O lateral foi atingido no rosto por Luiz Araújo em uma disputa de bola, mas o árbitro Anderson Daronco optou por não marcar falta. O VAR, comandado por Thiago Duarte Peixoto, também não interveio.
Na etapa final, o mesmo Ramon voltou a protagonizar outro momento polêmico. Em uma dividida, acabou sendo pisado por Giorgian de Arrascaeta, lance que gerou preocupação pela possibilidade de lesão. Mesmo assim, a jogada seguiu sem punição.
Já nos minutos finais, um novo episódio aumentou a insatisfação rubro-negra. O meia Saúl Ñíguez atingiu Caíque com o braço em disputa de bola. Desta vez, o VAR sugeriu revisão, mas Daronco manteve a marcação original e assinalou falta favorável ao Flamengo.
As decisões repercutiram após o apito final. O comentarista Paulo César de Oliveira avaliou que houve infração passível de expulsão no lance envolvendo Saúl. Já Renata Ruel apontou que os três episódios poderiam ter resultado em cartões vermelhos, caso a regra fosse aplicada de forma mais rigorosa.
O confronto de volta está marcado para o dia 14 de maio, no Barradão. Para avançar, o Vitória precisa vencer por dois gols de diferença. Um triunfo simples leva a decisão para os pênaltis, enquanto o time carioca joga pelo empate para garantir a vaga na próxima fase.


