O Vasco entrou na Justiça para tentar garantir a realização da partida contra o Vitória, pela ida das quartas de final da Copa do Brasil, no Maracanã. O clube contesta a decisão de Flamengo e Fluminense, que administram o estádio, de vetar a utilização do local para o confronto.
O clube carioca havia indicado o Maracanã à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no dia 19 de agosto, mas recebeu uma resposta negativa no dia seguinte. Entre as justificativas apresentadas estão a preservação do gramado e a necessidade de cumprir uma janela técnica de manutenção.
Na ação, o Vasco afirma que os argumentos apresentados são insuficientes e pede uma tutela de urgência para que o estádio seja disponibilizado para a partida, marcada para 26 de agosto.
Um dos principais argumentos do clube é um Memorando de Entendimentos (MoU) firmado com Flamengo e Fluminense. Segundo o Vasco, o acordo garante quatro datas para utilização do Maracanã em 2026 e inclui partidas da Copa do Brasil. O clube afirma que ainda possui datas disponíveis dentro do acordo.
O Vasco também questiona a justificativa relacionada à preservação do gramado. Na ação, o clube cita que o Maracanã recebeu uma sequência intensa de partidas ao longo de 2026, incluindo oito jogos em um intervalo de 15 dias em maio.
Outro ponto apresentado é a capacidade do estádio. O Maracanã comporta cerca de 78,8 mil torcedores, enquanto São Januário tem capacidade liberada de aproximadamente 21,9 mil. Para o Vasco, a realização do jogo no estádio de maior porte poderia ampliar o acesso dos torcedores e a arrecadação do confronto.
O clube pede que a Justiça determine a liberação do Maracanã e solicita ainda uma multa de R$ 20 mil por hora de atraso em caso de descumprimento de uma eventual decisão favorável.
Com a proximidade da partida, o Vasco argumenta que uma decisão rápida é necessária para viabilizar a venda de ingressos, a organização da segurança e toda a logística do confronto.


