O técnico Rogério Ceni deixou a Arena MRV bastante irritado após a derrota do Bahia por 3 a 0 para o Atlético-MG, na noite desta quarta-feira (5), pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em sua partida de número 500 como treinador, o comandante tricolor fez duras críticas ao árbitro de vídeo, Rafael Traci, e questionou a condução da arbitragem durante o confronto.
Na coletiva pós-jogo, Ceni reclamou da expulsão do zagueiro Kanu no segundo tempo — lance que, segundo ele, mudou o rumo da partida e abriu espaço para os três gols da equipe mineira. O treinador também citou um possível pênalti não revisado logo no primeiro minuto, em uma falta de Junior Alonso sobre Michel Araújo.
“O lado que vai vencer o jogo é o lado que o VAR resolve interferir. Não era interessante para ele expulsar o jogador do Atlético-MG. Rafael Traci, que fica escondido, teve coragem de chamar o lance para expulsão de Kanu, mas não chamou o do Michel, que teve o meião rasgado. O que vai ser feito com esse senhor? O VAR não teve a coragem de dar nem um amarelo”, disparou Ceni.
Mesmo após a expulsão, o técnico destacou que o Bahia teve boa postura e volume de jogo enquanto o confronto esteve igualado numericamente. Ele também explicou as mudanças promovidas na escalação, afirmando que buscava “mais força física” para equilibrar o duelo fora de casa.
Com o resultado, o Bahia permanece na quinta colocação, com 52 pontos, mas vê o Botafogo encostar na tabela — agora com 51 após vencer o Vasco no clássico carioca. A equipe tenta reencontrar o caminho das vitórias no próximo sábado (8), às 18h30, contra o Internacional, no Beira-Rio, pela 33ª rodada da Série A.


