A chegada da delegação de Senegal aos Estados Unidos para a disputa da Copa do Mundo chamou atenção por um motivo fora das quatro linhas. Jogadores e integrantes da comissão técnica foram submetidos a uma rigorosa inspeção de segurança ainda na pista do aeroporto, na Carolina do Norte, antes de serem autorizados a entrar no país.
Imagens do procedimento circularam nas redes sociais e repercutiram na imprensa internacional. Nas gravações, membros da seleção aparecem sendo revistados individualmente por agentes de segurança norte-americanos, em uma ação que gerou debates sobre os protocolos adotados às vésperas do Mundial.
Apesar da repercussão, autoridades dos Estados Unidos afirmaram que a abordagem faz parte dos procedimentos de controle migratório e segurança realizados com viajantes que ingressam no país.
Política migratória gera discussões
A situação envolvendo a delegação senegalesa ocorre em meio a críticas relacionadas às políticas de imigração adotadas pelos Estados Unidos durante a preparação para a Copa do Mundo.
Recentemente, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan teve o visto negado e acabou impedido de participar da competição, mesmo após desembarcar no país e contar com apoio diplomático da Somália.
Outro caso que ganhou repercussão envolveu o atacante Aymen Hussein, da seleção do Iraque. O jogador foi submetido a horas de questionamentos em um aeroporto de Chicago antes de receber autorização para seguir viagem. Além dele, um fotógrafo ligado à delegação iraquiana não conseguiu entrar nos Estados Unidos após passar por uma longa inspeção.
Os episódios aumentaram o debate sobre os protocolos de entrada adotados pelo país-sede da Copa do Mundo, especialmente em relação às delegações estrangeiras que participam do torneio.

