A investigação que apura o destino de cerca de R$ 11 milhões sacados diretamente das contas do São Paulo Futebol Clube entre 2021 e 2025 avançou e identificou fortes indícios de lavagem de dinheiro, segundo fontes ouvidas pelo SBT News. A avaliação de magistrados é de que os saques milionários podem ir além de eventuais irregularidades administrativas e indicar um mecanismo estruturado de ocultação ou dissimulação de recursos.
De acordo com relatos apurados pela reportagem, as suspeitas de crimes financeiros são consideradas “muito fortes” e “relevantes”. A linha inicial do inquérito, conduzido pela Polícia Civil de São Paulo, apura possíveis crimes de associação criminosa, furto qualificado e apropriação indébita.
Neste momento, os investigadores aguardam o envio de informações sobre os balanços financeiros do clube, já solicitados oficialmente, que devem ajudar a esclarecer a movimentação dos valores.
Em nota, a defesa do São Paulo FC afirmou que o clube figura como vítima no caso e que todos os valores sacados constam nos registros internos da instituição.
Procurada, a defesa do presidente Júlio Casares, representada pelo advogado Bruno Borragine, do escritório Biaski Advogados Associados, declarou que encara a movimentação com naturalidade. “Porque, de fato, se está investigando lavagem”, afirmou. O advogado acrescentou ainda que aguarda, há semanas, acesso à íntegra do inquérito.


