Às vésperas do início da Copa do Mundo de 2026, as políticas de imigração adotadas pelos Estados Unidos seguem gerando debates e repercutindo nos bastidores da competição. Nesta quinta-feira (11), o presidente da FIFA, Gianni Infantino, comentou os casos envolvendo restrições de entrada no país e defendeu que questões de segurança devem ser prioridade durante o torneio.
O dirigente se manifestou durante entrevista concedida antes da partida de abertura do Mundial, realizada no México. Questionado por um jornalista da BBC sobre situações recentes envolvendo profissionais e torcedores impedidos de ingressar em território norte-americano, Infantino afirmou que a entidade não possui poder para interferir nas decisões adotadas pelos governos dos países-sede.
Entre os episódios citados está o do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que teve o visto negado e ficou impossibilitado de atuar na Copa do Mundo. Também foram mencionadas as restrições impostas à delegação do Irã, que recebeu autorização para disputar os jogos, mas não poderá permanecer nos Estados Unidos entre as partidas do torneio.
Além disso, torcedores e profissionais da imprensa de alguns países relataram dificuldades para obtenção de vistos ou tiveram pedidos negados pelas autoridades norte-americanas, aumentando as críticas à condução do evento.
Ao responder aos questionamentos, Infantino evitou críticas ao governo dos Estados Unidos e ressaltou que a FIFA precisa respeitar as legislações nacionais.
Segundo o presidente da entidade, o cenário internacional atual exige medidas rígidas de controle e segurança. “O mundo é muito agressivo” e, por isso, “a segurança tem que estar acima de tudo”, declarou.
A Copa do Mundo de 2026 tem início nesta quinta-feira (11), no Estádio Azteca, com o confronto entre Seleção do México e Seleção da África do Sul. Antes da bola rolar, a cerimônia de abertura contará com apresentação da cantora Shakira.

