A Associação do Futebol Argentino (AFA), presidida por Claudio “Chiqui” Tapia, tornou-se alvo de uma investigação conduzida pelo FBI e pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ). A apuração busca esclarecer movimentações financeiras milionárias que teriam passado pelo sistema bancário norte-americano.
Segundo as autoridades americanas, a investigação teve início em 2024 e ganhou força em 2025, concentrando-se em possíveis crimes de lavagem de dinheiro e fraude bancária relacionados a contratos comerciais da entidade.
O foco das apurações está na empresa TourProdEnter LLC, sediada na Flórida, que atuava como intermediária em acordos firmados entre a AFA e grandes marcas internacionais. Relatórios preliminares indicam que parte dos recursos movimentados teria sido destinada a empresas e pessoas físicas sem justificativa comercial clara ou comprovação da prestação de serviços.
As investigações também analisam transações realizadas por meio de instituições financeiras como Citibank, Bank of America e JPMorgan Chase, que teriam gerado alertas aos órgãos de controle financeiro dos Estados Unidos.
A condução do caso está sob responsabilidade dos procuradores federais Patrick Gushue, Christopher Ting e Michael Berger. Além disso, o Departamento de Justiça avalia ouvir ex-integrantes do governo do presidente Javier Milei para verificar possíveis conexões entre a gestão da AFA e órgãos públicos argentinos.
Até o momento, a investigação permanece em fase preliminar. Não há denúncia formal apresentada nem mandados de prisão expedidos contra dirigentes da entidade. A AFA ainda não divulgou posicionamento oficial sobre o caso.

