O dia 9 de setembro de 2025 marca uma data especial para o Bahia e para o técnico Rogério Ceni. Há exatos dois anos, o treinador assumia o comando do Esquadrão de Aço com a missão imediata de salvar o clube do rebaixamento. Hoje, o cenário é bem diferente: o time disputa títulos, quebra marcas históricas e figura entre os protagonistas do futebol brasileiro.
Da sobrevivência à reconstrução
Ceni desembarcou em Salvador em 2023, em um momento de turbulência. A permanência na Série A só veio na última rodada, com a vitória por 4 a 1 sobre o Atlético-MG, na Arena Fonte Nova.
No ano seguinte, com pré-temporada em Manchester e reforços de peso, o Bahia não levantou taças, mas voltou a disputar a Libertadores após 35 anos e igualou sua melhor campanha na Copa do Brasil, chegando às quartas de final.
O ano das conquistas
Em 2025, o treinador consolidou o projeto. Depois de uma preparação na Espanha, o time conquistou o Campeonato Baiano e a Copa do Nordeste, algo que não acontecia na mesma temporada desde 2001, com Evaristo de Macedo.
No Brasileirão, o Bahia aparece firme no G-4, e na Copa do Brasil tem a chance de alcançar a semifinal inédita – venceu o Fluminense por 1 a 0 no jogo de ida e decide a vaga nesta quarta-feira (10), no Maracanã.
O ponto fora da curva
Se no cenário nacional os resultados são expressivos, nas competições continentais o desempenho decepcionou. Eliminado ainda na fase de grupos da Libertadores, o Bahia caiu nos playoffs da Sul-Americana diante do América de Cali.
Balanço
Entre altos e baixos, Rogério Ceni completa dois anos no comando do Esquadrão como um dos técnicos há mais tempo no cargo no futebol brasileiro. O período é marcado por evolução, títulos e a esperança de levar o Bahia a voos ainda maiores.


