A queda ainda na fase preliminar da Copa Libertadores ampliou a pressão sobre Rogério Ceni e abriu debate entre torcedores sobre a permanência do treinador no comando do Esporte Clube Bahia. O resultado encerrou de forma antecipada o calendário internacional do clube e provocou forte reação nas redes sociais.
Na entrevista coletiva após a partida, Ceni reconheceu o peso do revés e admitiu que o momento é delicado, tanto no aspecto esportivo quanto emocional. O treinador ressaltou o impacto financeiro da eliminação e a dificuldade de reconstrução após a frustração.
“É um prejuízo gigantesco não ter calendário internacional. Demora para reverter uma situação dessas. Você constrói um ano inteiro e perde tudo em 90 minutos. É, talvez, o momento psicologicamente mais difícil desde que chegamos aqui. Agora é viver dia após dia, buscar resultados e força mental. Não existe resposta imediata para uma frustração como essa. Nada hoje é satisfatório. Só o tempo e os resultados podem mudar o sentimento do torcedor”, declarou.
Insatisfação cresce nas redes
A repercussão entre os tricolores foi imediata. Parte da torcida classificou a eliminação como vexatória e direcionou críticas diretas ao treinador. Outros dividiram a responsabilidade com a diretoria de futebol, liderada por Carlos Eduardo Santoro.
Entre os principais questionamentos estão a postura do time após abrir vantagem no placar e as substituições realizadas ao longo do confronto. Para alguns torcedores, a equipe perdeu agressividade no momento decisivo, permitindo a reação adversária.
“Quando é que o Rogério Ceni vai começar a ser cobrado no Bahia? Hoje protagonizou um dos maiores vexames da história do clube baiano”, publicou um torcedor.
“60% desse vexame passa pelo Sr. Rogério Ceni. Os outros 40% pelo Sr. Carlos Eduardo Santoro”, escreveu outro.
Ordem dos pênaltis vira debate
Outro ponto que gerou discussão foi a escolha dos cobradores na disputa por pênaltis. Ceni afirmou que a definição seguiu critérios técnicos, com base no rendimento nos treinamentos e na confiança demonstrada pelos atletas, mas a justificativa não arrefeceu as críticas.
Sem vaga na Libertadores e fora também da Copa Sul-Americana, o Bahia passa a concentrar atenções apenas nas competições nacionais. Internamente, o discurso é de continuidade do trabalho, mas o ambiente externo indica aumento significativo da cobrança.
A sequência dos próximos jogos deve ser determinante para o futuro do treinador, que vive um dos momentos mais pressionados desde que assumiu o comando do clube.


