A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou nesta terça-feira (11) o projeto de Fair Play Financeiro, que será implementado no futebol nacional a partir de janeiro de 2026. Inspirado no modelo adotado pela UEFA, o sistema busca promover uma gestão mais equilibrada e responsável entre os clubes, limitando gastos e evitando crises financeiras recorrentes.
De acordo com a entidade, a nova regulamentação será aplicada de forma gradual e prevê sanções esportivas, como rebaixamento de divisão, para os clubes que descumprirem as regras.
Entre as principais medidas, está a exigência de que as despesas com salários e amortizações de atletas não ultrapassem 70% da receita total. Ou seja, apenas parte do faturamento poderá ser direcionada à folha salarial e às contratações, enquanto os 30% restantes deverão cobrir outras despesas operacionais.
O plano também impõe um teto para o endividamento de curto prazo, que não poderá ultrapassar 45% da receita bruta anual. A CBF informou ainda que a fiscalização sobre a folha salarial e novas contratações será reforçada a partir de abril de 2026, com auditorias periódicas e acompanhamento financeiro contínuo.
A medida faz parte de um esforço da confederação para modernizar a gestão do futebol brasileiro e alinhar o mercado nacional aos padrões internacionais de responsabilidade financeira.


