A Confederação Brasileira de Futebol prepara uma mudança estrutural na arbitragem do país: a profissionalização de parte dos árbitros da Série A já a partir de janeiro de 2026. A expectativa é que o Brasileirão do próximo ano que começa no fim do mês estreie com juízes contratados de forma fixa.
De acordo com pessoas ligadas à entidade, o plano prevê que cerca de 20 árbitros recebam status profissional, além dos trios de arbitragem. O número é inspirado em modelos adotados no futebol europeu, mas ainda pode sofrer ajustes. A escolha dos nomes seguirá o ranking interno da CBF.
Discussões internas e VAR semiautomático
Os detalhes estão sendo discutidos no Grupo de Trabalho (GT) de Arbitragem, formado na última semana. Além da profissionalização, o GT já bateu o martelo sobre outra mudança: a implementação do VAR semiautomático em 2026, tecnologia semelhante à utilizada na Premier League.
Inicialmente, o projeto de profissionalização estava previsto para 2027, mas diante das discussões internas e da pressão por melhorias, o calendário foi antecipado. O modelo de contratação ainda está em definição, mas a tendência é que os árbitros tenham contratos anuais, com vínculo temporário.
Remuneração, treinamento e avaliação
Com o novo formato, os árbitros profissionais deverão receber um salário fixo, acrescido de valores proporcionais à quantidade de partidas apitadas. A mudança também trará novas exigências: mais carga de treinamento físico, participação obrigatória em cursos e formação técnica contínua promovida pela CBF.
O processo virá acompanhado de um sistema de avaliação mais rígido. Árbitros que não atingirem o desempenho esperado ao final da temporada poderão ter seus contratos encerrados. Já profissionais que se destacarem nas divisões inferiores poderão ser promovidos para atuar na elite nacional.


