A crise do Atlético de Alagoinhas ficou ainda mais evidente após mais um resultado negativo no Campeonato Baiano de 2026. Lanterna da competição, o Carcará segue sem vencer e soma apenas dois pontos em cinco rodadas disputadas.
Na noite de terça-feira (27), o Atlético foi derrotado pelo Galícia por 1 a 0, no Estádio de Pituaçu, pela quinta rodada do estadual. Após o apito final, o volante Willian Kaefer, capitão da equipe, fez um novo e contundente desabafo ao comentar a situação vivida pelo clube. Em entrevista à TVE, o jogador expôs dificuldades estruturais, criticou a falta de suporte institucional e cobrou apoio do poder público, citando o prefeito de Alagoinhas, Gustavo Carmo (PSD).
De acordo com o atleta, os problemas enfrentados pelo elenco vão além do desempenho dentro de campo. Kaefer afirmou que os jogadores lidam diariamente com situações que impactam diretamente o rendimento da equipe, e destacou a ausência de respaldo fora das partidas. Segundo ele, o grupo tem feito o possível para manter o compromisso profissional, mesmo diante do cenário adverso.
Essa não foi a primeira vez que o capitão se manifestou publicamente. Antes mesmo do confronto contra o Galícia, Willian Kaefer já havia concedido entrevistas relatando problemas internos no Atlético de Alagoinhas. Na ocasião, o volante afirmou que pessoas ligadas ao clube estariam “se escondendo” diante da gravidade da crise e revelou que parte do que ocorre nos bastidores é conhecida apenas pelos atletas.
Além do mau momento esportivo, o Carcará também enfrenta questionamentos fora das quatro linhas. O clube passou a ser alvo do Ministério Público da Bahia (MP-BA) após o protocolo de uma notícia-crime que aponta supostas fraudes trabalhistas, simulação de acordos judiciais, possíveis desvios de recursos e falta de transparência na gestão da Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
Mesmo em meio ao cenário turbulento, o Atlético de Alagoinhas ainda terá um calendário nacional intenso ao longo de 2026. O clube disputará a Série D do Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e a Copa do Nordeste, o que aumenta a pressão por respostas rápidas e mudanças efetivas na condução administrativa e esportiva.


