O Bahia entra em campo nesta quarta-feira (25), na Arena Fonte Nova, carregando não apenas a necessidade de vencer o O’Higgins, mas também o peso de um retrospecto pouco animador em confrontos eliminatórios. Derrotado por 1 a 0 no jogo de ida, o Tricolor precisa triunfar por dois ou mais gols para avançar diretamente à próxima fase da Pré-Libertadores. Vitória simples leva a decisão para os pênaltis.
O desafio vai além do adversário chileno. Levantamento divulgado pela página ECBahia Números aponta que, em disputas de mata-mata com partidas de ida e volta, o clube baiano saiu atrás no primeiro confronto em 63 oportunidades ao longo da história. Dessas, conseguiu reverter o cenário apenas 16 vezes, o que representa 25% de aproveitamento.
Quando a definição ocorreu em Salvador após derrota fora de casa, o cenário também não foi dos mais favoráveis. Das 40 ocasiões em que decidiu a classificação como mandante depois de perder a ida, o Bahia alcançou a virada em 14 confrontos — índice de 35%.
Para tentar mudar essa estatística, o elenco aposta na experiência de lideranças dentro de campo. De volta após cumprir suspensão, Everton Ribeiro ressaltou que o equilíbrio emocional pode ser determinante na busca pela classificação. Segundo o camisa 10, o time precisa manter concentração total e evitar se dispersar com arbitragem ou provocações.
“Temos que focar no que podemos controlar, esquecer árbitro e qualquer tipo de catimba. Precisamos colocar em prática o que treinamos e nos impor fisicamente. O primeiro jogo já mostrou que a arbitragem deixa o jogo seguir mais”, afirmou o capitão.
A partida, marcada para as 19h, é tratada internamente como um divisor de águas na temporada. Para avançar, o Bahia terá que transformar a pressão em desempenho e contrariar um histórico que não joga a seu favor.


