Não foi desta vez que o Bahia conseguiu vingar a histórica eliminação para o Internacional na Libertadores de 1989. Na noite desta quarta-feira (28), o Tricolor de Aço foi derrotado por 2 a 1, de virada, no Beira-Rio, e deu adeus à Copa Libertadores. A equipe comandada por Rogério Ceni precisava vencer para seguir sonhando com as oitavas de final, e até esteve próxima da classificação, mas ficou na frente do placar por apenas dois minutos.
Com a derrota, o Bahia terminou a fase de grupos na terceira colocação, com 7 pontos, e garantiu uma vaga nos playoffs da Copa Sul-Americana. O chaveamento do torneio será definido conforme o desempenho das equipes: o melhor segundo colocado da Sul-Americana enfrenta o pior terceiro da Libertadores, o segundo melhor encara o segundo pior, e assim sucessivamente.
A partida começou tensa e equilibrada, com ambas as equipes evitando se expor. Jogando em casa, o Colorado teve um início mais intenso, controlando as ações, mas sem criar grandes chances. O Esquadrão conseguiu resistir e, aos poucos, passou a se soltar, aumentando a posse de bola. A primeira oportunidade clara surgiu aos 30 minutos, quando Cauly puxou um contra-ataque e serviu Jean Lucas, que finalizou para fora, pelo lado da rede.
No segundo tempo, Ceni manteve a formação inicial, mas o Internacional voltou mais agressivo. Logo nos primeiros minutos, Borré invadiu a área e obrigou Marcos Felipe a fazer boa defesa. Mais uma vez, o Bahia soube segurar a pressão e, aos 18 minutos, abriu o placar com Jean Lucas, que aproveitou rebote do goleiro Anthoni após chute de Willian José.
A alegria tricolor, porém, foi breve. Dois minutos depois, Vitinho empatou para o Inter, esfriando a festa da torcida visitante presente no Beira-Rio. O empate deixou a missão baiana ainda mais difícil, e a situação se complicou de vez aos 32 minutos, quando Borré, de cabeça, virou a partida para os donos da casa e selou a eliminação do Bahia na Libertadores.
Agora, o foco do Esquadrão se volta para os playoffs da Sul-Americana, onde tentará seguir vivo em competições internacionais.


