O Esporte Clube Bahia SAF apresentou, na sexta-feira (18), o balanço financeiro referente a 2025, com números que indicam crescimento expressivo na arrecadação, embora o clube ainda registre prejuízo. Os dados também mostram evolução em relação ao exercício de 2024, no terceiro ano sob gestão do City Football Group.
Segundo o A Tarde, o Bahia alcançou receita líquida de R$ 367,5 milhões em 2025, o que representa um aumento de 54,67% em comparação aos R$ 237,6 milhões registrados no ano anterior um avanço nominal de R$ 129,9 milhões. Outro destaque foi o crescimento da linha de “outras receitas”, que saltou de R$ 6,1 milhões para R$ 100,1 milhões, impulsionada principalmente pela venda de jogadores.
Com isso, a receita operacional total do clube chegou a R$ 467,6 milhões líquidos, somando todas as fontes de arrecadação.
Entre as principais origens de receita bruta, estão:
Direitos de transmissão: R$ 185,7 milhões
Venda de jogadores: R$ 168,9 milhões
Sócios e bilheteria: R$ 116,8 milhões
Patrocínio e marketing: R$ 85,6 milhões
Avanço patrimonial
Ainda de acordo com o A Tarde, o clube registrou uma mudança relevante em sua estrutura financeira. O Bahia saiu de um passivo a descoberto de R$ 95,8 milhões em 2024 para um patrimônio líquido positivo de R$ 656,2 milhões em 2025.
A evolução é atribuída aos aportes do grupo controlador, que destinou R$ 906,7 milhões como adiantamento para futuro aumento de capital. Com isso, o total de ativos atingiu R$ 1,08 bilhão, superando os R$ 970,3 milhões do ano anterior.
Custos em alta e redução do prejuízo
O crescimento das receitas veio acompanhado de aumento nos custos operacionais. As despesas com atividades subiram de R$ 330,9 milhões para R$ 395,3 milhões, enquanto os investimentos no elenco passaram de R$ 98,4 milhões para R$ 144,8 milhões. Já os gastos administrativos e de serviços cresceram de R$ 54,7 milhões para R$ 67,1 milhões.
Mesmo com o avanço financeiro, o Bahia SAF ainda registra prejuízo. Em 2025, o déficit foi de R$ 154,6 milhões, menor que os R$ 246,5 milhões contabilizados em 2024.
Na prática, o clube reduziu significativamente o resultado negativo ao mesmo tempo em que ampliou receitas e fortaleceu seu patrimônio, cenário considerado comum nos primeiros anos de uma Sociedade Anônima do Futebol.

