Uma falha de segurança no WhatsApp para iPhone e Mac pode ter sido explorada por cibercriminosos em uma campanha de espionagem que atingiu cerca de 200 usuários em todo o mundo. A vulnerabilidade, corrigida pela plataforma no final de agosto, explorava um erro na sincronização de mensagens entre dispositivos.
Segundo o WhatsApp, a brecha permitia que terceiros processassem conteúdos maliciosos no dispositivo da vítima sem que ela precisasse clicar em links ou baixar arquivos, caracterizando um ataque “zero-clique”. Em conjunto com uma falha da Apple, que permitia corromper a memória do dispositivo por meio de arquivos de imagem mal-intencionados, os invasores poderiam instalar programas espiões e controlar praticamente todo o celular, incluindo câmera, microfone e histórico de chamadas.
O gerente de Serviços de Segurança Cibernética da ISH Tecnologia, Paulo Trindade, destacou que ataques “zero-clique” são sofisticados e exigem conhecimento avançado das vulnerabilidades. “Essas vulnerabilidades ocorrem em diversos sistemas. Ao escrever o código, pode não haver uma falha, mas ela surge ao ser combinada com outros fatores”, explicou.
As versões afetadas eram:
WhatsApp para iOS (antes da versão 25.21.73)
WhatsApp Business para iOS (antes da versão 25.21.78)
WhatsApp para Mac (antes da versão 25.21.78)
O WhatsApp alertou os usuários sobre a necessidade de manter o aplicativo atualizado e seguir instruções para restaurar seus dispositivos caso tenham sido alvo da exploração.


