Um lava-jato – apontado por moradores como clandestino – que funciona na rua Capitão Lauro Gustavo de Freitas, no bairro de Itapuã, em Salvador, tem tirado a tranquilidade de quem reside na localidade.
Segundo denúncia recebida pelo Liga da Notícia, o estabelecimento funciona de forma irregular, utilizando ligações clandestinas de água e energia elétrica. À reportagem, o denunciante disse, também, que o espaço tem sido utilizado como ponto de encontros sexuais. “Essa situação ocorre há meses. É como se fosse um motel a céu aberto. Esses dias, avistei e ouvi uma mulher gritando atrás do tanque. Não sei se estava sendo estuprada, assaltada. Não tem como saber, mas é assustador”, relatou ao Liga da Notícia.
A reportagem procurou a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) que, por meio de nota, informou que a fiscalização da atividade cabe à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop).
Procurada pelo Liga, a Semop esclareceu que as denúncias precisam ser formalizadas por meio de formulário. “As solicitações/informações/comunicados/denúncias de qualquer natureza poderão ser formalizadas através de formulário próprio disponível no protocolo desta Secretária ou poderão ser enviadas via e-mail (semop@salvador.ba.gov.br ou seate.semop@salvador.ba.gov.br) através de documento ASSINADO em formato de Ofício (arquivo PDF) direcionado ao Secretário ou ao Setor/Coordenação”.
“Ademais, é necessário o envio de CPF e/ou CNPJ do solicitante, endereço com CEP e telefone de contato para fins de cadastro e protocolo da solicitação”, completou o órgão.
A equipe de reportagem do Liga da Notícia também fez contato com Polícia Militar para saber se a corporação, por meio da 15ª Companhia Independente da PM, já foi acionada para atender alguma ocorrência envolvendo esse lava-jato, porém, a instituição afirmou não ter registrado nenhuma ocorrência relacionada às informações repassadas pelos moradores.


