Moradores do bairro de Mussurunga, em Salvador, estão cobrando providências da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) quanto à presença de um trailer instalado no meio da Rua Doutor Arthur Couto, no Setor C, que estaria atrapalhando o trânsito e o acesso de veículos e pedestres.
Segundo os moradores, o trailer — onde funciona um ponto de jogos há vários anos — foi retirado da feira livre local durante a reforma do espaço, realizada pela prefeitura, e ficou de ser realocado de forma organizada após a requalificação. No entanto, o alinhamento prometido pela gestão municipal nunca aconteceu, e o proprietário teria decidido se instalar por conta própria em um trecho da via, o que tem causado engarrafamentos e dificuldade de passagem de caminhões e carros que precisam acessar a área.
“Esse trailer ficou no meio da rua, e agora está atrapalhando a entrada de veículos que fazem entregas no mercado local e de quem precisa circular por aqui. Além disso, há dois colégios próximos, o Colégio Estadual Rau Sá e o Colégio Célia Nogueira, e o fluxo de estudantes e pedestres é intenso. É um risco e um transtorno diário”, contou um morador que preferiu não se identificar.
Ainda de acordo com os relatos, o trailer ocupa um espaço crítico de circulação, dificultando o acesso de caminhões que realizam carga e descarga no mercado do entorno — que funciona 24 horas — e comprometendo a segurança dos transeuntes.
Os moradores reforçam que a Semop chegou a prometer o reordenamento dos ambulantes e permissionários após a reforma da feira livre, mas até o momento não houve retorno sobre a situação específica do trailer. Um protocolo (nº 2025102601495147) já foi aberto junto à secretaria pedindo a retirada ou relocação imediata da estrutura para dentro da feira, onde ela ficava originalmente.
“A prefeitura disse que todos ficariam alinhados dentro da feira reformada, mas isso não foi cumprido. Agora, o trailer está ocupando a rua e causando um problema para todo mundo”, relatou outro morador.
A equipe tentou contato com a Semop para saber se há previsão de vistoria ou realocação do equipamento, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para posicionamento da secretaria


