O Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Bahia (CAU-BA) solicitou explicações da Prefeitura de Salvador a respeito da instalação da estrutura conhecida como “Passarela do Apartheid”. O órgão enviou ofício ao prefeito Bruno Reis (União Brasil) e à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur), pedindo esclarecimentos em caráter de urgência, com prazo de 72 horas para resposta.
No documento, o conselho informa que acompanha a montagem da passarela e chama atenção para o local onde a estrutura está sendo instalada. Segundo o CAU-BA, a área faz parte de uma Área de Proteção Cultural e Paisagística (APCP), o que exige cuidados e critérios específicos para qualquer intervenção urbana.
O órgão também relembra a existência de uma Ação Civil Pública relacionada à ocupação da encosta do Morro Ipiranga, região onde a passarela é montada. De acordo com o conselho, o local possui importância histórica, cultural e simbólica para a cidade, compondo a identidade paisagística de Salvador.
Ainda no ofício, o CAU-BA destaca que já atuou anteriormente para suspender leilões de áreas públicas situadas na encosta do Morro Ipiranga, reforçando a necessidade de preservação do espaço. A estrutura é utilizada durante o Carnaval como acesso a camarotes instalados na região.


