As obras de recuperação de um trecho da BR-324, afetado pelo surgimento de uma cratera, seguem em andamento e parte da rodovia permanece parcialmente interditada nesta segunda-feira (13), devido a intervenção realizada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), nas proximidades de Candeias, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
Conforme boletim divulgado nesta segunda-feira (13), apesar da restrição, o tráfego continua fluindo pelas faixas da direita, que permanecem liberadas. Ainda segundo o órgão, o fluxo de veículos é considerado normal e, até o momento, não há registro de congestionamentos ou lentidão no local.
Também segunfo a PRF, os serviços de recuperação do pavimento avançaram nos últimos dias. No entanto, o DNIT informou que ainda não há previsão para a liberação total da via. Equipes da PRF seguem no trecho realizando a sinalização e monitorando a operação durante a execução das obras.
Entenda o caso
A cratera surgiu na última terça-feira (7), no km 604 da BR-324, nas proximidades do antigo posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Simões Filho, comprometendo os dois sentidos da rodovia.
De acordo com o DNIT, uma inspeção técnica identificou trincas e afundamento na pista provocados por uma falha estrutural em um antigo bueiro localizado sob o aterro da rodovia. O problema causou a perda de material da camada de suporte do pavimento, comprometendo a estabilidade das faixas de rolamento.
Como medida de segurança, o tráfego foi inicialmente desviado para os acostamentos, onde passou a fluir de forma controlada nos dois sentidos. Na quarta-feira (8), após mais de 24 horas de bloqueio, o trecho no sentido Feira de Santana chegou a ser liberado.
Entretanto, na manhã da quinta-feira (9), uma nova cratera se abriu no mesmo local, obrigando o fechamento total da pista no sentido Feira de Santana. A interdição provocou congestionamentos de cerca de quatro quilômetros e reflexos no trânsito de Simões Filho, com muitos motoristas recorrendo a vias urbanas como rota alternativa.
Segundo o DNIT, o vazamento na manilha que provocou o afundamento do pavimento já foi corrigido. Atualmente, os trabalhos estão concentrados na recuperação da estrutura e da pista, sem previsão para a conclusão das obras e a liberação completa do trecho.
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