Os trabalhares do coletivo público de Salvador aprovaram por unanimidade, na manhã desta quinta-feira (15), o estado de greve da categoria. O movimento ocorre após mais de um mês de reuniões sem avanços.
Segundo o sindicato, os patrões ainda não apresentaram qualquer proposta concreta e, pior, têm tentado retirar direitos históricos dos trabalhadores. Entre as principais queixas estão a tentativa de acabar com o descanso em domingos, reinstaurar o banco de horas e aumentar o número de contratos parciais tudo isso sem garantias de reajuste ou preservação dos benefícios atuais.
“Querem impor perdas e ainda chamam isso de negociação. Não aceitaremos retrocessos”, declarou a entidade em nota nas redes sociais.
Uma nova assembleia está marcada para as 15h desta quinta-feira, quando os rodoviários devem definir os próximos passos da mobilização. O estado de greve é a última etapa antes da paralisação total dos ônibus na capital baiana, o que pode causar grandes impactos na rotina da população.
A categoria reivindica reajuste salarial com ganho real e a manutenção dos direitos conquistados. O sindicato também acusa os empresários de desrespeito e falta de diálogo durante o processo.
A situação segue em alerta, e a possibilidade de greve geral não está descartada.


