Um ajudante de obras de Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, luta na Justiça há cerca de dois anos pela guarda da filha de 2 anos e 8 meses. Segundo Floriel Pires Maciel, de 24 anos, a ex-companheira mentiu que a menina havia morrido após o parto. O caso é investigado pela Polícia Civil.
Floriel relata que só descobriu que a criança estava viva ao encontrá-la por acaso na rua, nos braços de um casal. “Ela disse que minha filha tinha morrido. Só fui descobrir a verdade meses depois, quando vi uma bebê nos braços de outra pessoa”, afirmou ao G1. De acordo com o relato, a bebê foi entregue a uma prima da mãe e ao marido dela, que fizeram o registro da criança em cartório.
Em entrevista ao G1, a mãe, que pediu para não ser identificada, confirmou que mentiu sobre a morte da bebê, alegando ter feito isso para proteger a criança. Ela afirma ter sido vítima de violência doméstica. “Até hoje eu tenho marcas”, disse, ressaltando que não formalizou denúncia por medo. Floriel nega as acusações.
O advogado do pai registral informou que o registro de nascimento foi feito “de boa-fé”, com base na versão apresentada pela mãe da criança.
Floriel e a ex-companheira chegaram a se relacionar por cerca de sete anos e têm outro filho, de 5 anos. Após o fim do relacionamento, a mulher engravidou novamente. Ele afirma que, no dia seguinte ao parto, a família entrou em contato para saber do estado da bebê e recebeu a falsa informação de que ela não havia sobrevivido.
Meses depois de descobrir a verdade, Floriel acionou o Conselho Tutelar e buscou o exame de DNA. Ele conseguiu judicialmente o teste, que confirmou a paternidade biológica. Agora, ele segue na Justiça tentando obter a guarda da menina.


