Checar a calibragem dos pneus, verificar o nível de óleo, testar as pastilhas de freio e manter a revisão mecânica em dia são tarefas indispensáveis na rotina de quem se prepara para viajar de carro.
No entanto, o bom planejamento para encarar as rodovias vai além da manutenção convencional do motor. Recursos tecnológicos, equipamentos de segurança guardados na bagageira e rotinas de emergência pouco acionadas no dia a dia podem determinar a diferença entre resolver um pequeno imprevisto com agilidade ou enfrentar sérios transtornos durante o trajeto.
Conforme orientação de Marcelo Rocha, diretor de pós-vendas do Grupo Servopa, empresa responsável pela divulgação do levantamento especializado , muitos condutores desconhecem recursos básicos de emergência do próprio veículo, enfrentando dificuldades justamente no momento em que surge uma situação atípica.
A seguir, confira a lista de recomendações essenciais destacadas pela equipe técnica:
1 – Chave presencial sem bateria: muitos veículos equipados com chave presencial possuem mecanismos de emergência que permitem a abertura das portas e até a partida do automóvel mesmo quando a bateria do dispositivo acaba. O problema é que, em uma situação inesperada, o motorista pode não saber onde está a chave mecânica ou como fazer o veículo reconhecer a chave presencial. “É importante entender previamente os procedimentos de emergência do próprio modelo. Saber onde está a chave mecânica, como abrir o veículo e como realizar a partida quando a bateria da chave acaba evita que uma situação simples se transforme em um problema durante a viagem”, orienta.
2 – Ponto de reboque: em caso de pane ou acidente, saber a localização do ponto de reboque pode fazer a diferença para retirar o veículo de uma situação de risco. Em muitos modelos, ele fica escondido atrás de uma tampa no para-choque e exige uma peça específica, geralmente armazenada junto às demais ferramentas do automóvel. “É comum que o motorista só descubra onde fica o ponto de reboque quando precisa utilizá-lo. Conhecer a localização e saber onde está o equipamento necessário para o procedimento evita improvisos e facilita o atendimento em uma situação de emergência”, explica.
3 – Equipamentos de emergência: além de saber se o veículo possui estepe, kit de reparo ou compressor, é importante conhecer a localização e o funcionamento desses equipamentos antes de iniciar uma viagem. Em alguns modelos, o acesso ao estepe e às ferramentas pode não ser intuitivo, enquanto outros adotam soluções diferentes para situações de pneu danificado. “Não basta saber que o equipamento está no carro. O motorista precisa saber onde ele fica e, principalmente, entender para que serve e em quais situações pode ser utilizado. Descobrir isso no acostamento, sob pressão, não é o melhor cenário”, destaca.
4 – Luzes do painel: diferentes alertas no painel podem indicar desde situações que exigem apenas atenção até problemas que demandam a parada imediata do veículo. Conhecer previamente os principais símbolos exibidos no painel ajuda o motorista a tomar a decisão mais adequada caso alguma luz apareça durante o trajeto. “Nem todo alerta significa que é necessário parar o carro imediatamente, mas alguns indicam situações que não devem ser ignoradas. Por isso, é importante consultar o manual e saber diferenciar os avisos antes de pegar a estrada”, afirma.
5 – Trajeto sem sinal de celular: depender exclusivamente da conexão à internet pode ser um problema em trajetos que passam por regiões com cobertura limitada. Uma alternativa é planejar o caminho com antecedência e deixar mapas e informações importantes disponíveis para consulta mesmo quando estiver sem conexão. “Antes de viajar, é interessante conhecer minimamente a rota, baixar mapas para utilização offline e identificar previamente pontos importantes, como postos de combustível e locais de parada. Assim, o motorista não fica totalmente dependente da conexão durante o percurso”, orienta.
6 – O que acontece com a bagagem em uma frenagem brusca: mais do que ocupar espaço, malas, mochilas e outros objetos transportados dentro do veículo podem representar um risco quando não estão devidamente organizados. Em uma frenagem brusca, itens soltos podem se deslocar e atingir os ocupantes. A disposição inadequada da bagagem também pode comprometer a visibilidade do motorista. “A bagagem precisa ser acomodada pensando também no que aconteceria em uma frenagem de emergência. Objetos pesados devem ficar bem posicionados e nada deve permanecer solto na cabine ou sobre o tampão traseiro”, destaca.
7 – O que fica dentro do carro durante uma parada: em viagens, é comum deixar temporariamente no veículo objetos como eletrônicos, alimentos, documentos e outros pertences enquanto a família faz uma parada. No entanto, o calor e a exposição prolongada ao sol podem danificar alguns desses itens. “Durante as paradas, o ideal é evitar deixar objetos de valor ou itens sensíveis a variações de temperatura dentro da cabine. Sempre que possível, os pertences devem ser guardados de maneira que não fiquem expostos ou visíveis do lado de fora”, explica.
8 – Como agir em caso de parada no acostamento: uma pane, um problema mecânico ou outra situação inesperada pode obrigar o motorista a interromper a viagem em um local de risco. Nesses casos, mais importante do que tentar solucionar o problema imediatamente é garantir a segurança dos ocupantes e sinalizar adequadamente o local. “O acostamento não é um local seguro para realizar reparos ou permanecer sem necessidade. Se for preciso parar, o motorista deve priorizar a sinalização, avaliar a segurança dos ocupantes e acionar a assistência especializada. Tentar resolver o problema por conta própria, dependendo do local e das condições da rodovia, pode aumentar o risco de acidentes”, finaliza.


