O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) confirmou, na madrugada deste sábado (20), que a plataforma responsável pelo envio dos alertas da Defesa Civil foi alvo de uma invasão cibernética. O ataque resultou no disparo de mensagens classificadas como “Alerta Extremo” para celulares de moradores de diferentes regiões do país.
De acordo com a pasta, os avisos foram enviados por uma pessoa sem qualquer vínculo com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil. As mensagens continham a palavra “misantropia”, termo que significa aversão ou descrença na humanidade, o que gerou preocupação entre os usuários que receberam a notificação durante a madrugada.
Como medida de segurança, o governo federal retirou a plataforma do ar por volta de 1h30 deste sábado para impedir novos disparos e dar início à investigação do caso.
Relatos sobre o falso alerta foram registrados em estados como Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e também no Distrito Federal.
A Defesa Civil do Paraná informou que não foi responsável pelo envio das mensagens e destacou que não havia previsão de nenhum evento climático grave no estado. O órgão acionou a Defesa Civil Nacional e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para apurar o ocorrido. Em São Paulo, a Defesa Civil estadual também acompanha as investigações em conjunto com a agência reguladora.
O secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Alexandre Patury, afirmou que a principal causa é de um ataque hacker.
“Provável ataque [hacker]. O Paraná foi o primeiro, depois outras unidades da Federação. O Paraná notificou a Anatel. Vamos esperar a resposta oficial deles”, declarou ao portal Metrópoles.
Em nota, o MIDR informou que o caso será encaminhado à Polícia Federal e ressaltou que o sistema de alertas só voltará a operar após a garantia de que a plataforma está novamente segura.
“A plataforma de envio do Defesa Civil Alerta foi tirada do ar às 1h30 da madrugada deste sábado (20/6), após ter sofrido uma invasão e disparado um alerta para diversas regiões do país, ordenado remotamente por alguém alheio ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil”, informou o ministério.
Segundo a pasta, a mensagem enviada muito provavelmente foi resultado de um ataque hacker, e as autoridades seguem investigando a origem da invasão.

