A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou o balanço da Operação Corpus Christi 2026, encerrada no último domingo (7), com números preocupantes nas rodovias federais do país. Durante os cinco dias de fiscalização intensificada, foram registrados 1.060 sinistros de trânsito, que resultaram em 98 mortes e 1.057 pessoas feridas.
Ao longo da operação, a PRF fiscalizou 210.472 pessoas e veículos em diversos pontos do Brasil, utilizando radares portáteis em trechos considerados críticos. Entre as principais infrações constatadas, 24.212 veículos foram flagrados trafegando acima da velocidade permitida.
Além disso, 4.277 motoristas foram autuados por ultrapassagens proibidas e outros 3.283 por não utilizarem o cinto de segurança ou os dispositivos adequados para transporte de crianças.
O combate à combinação entre álcool e direção também foi reforçado durante o período. Segundo a corporação, foram realizados 75.413 testes de alcoolemia, resultando em 879 autuações por embriaguez ao volante ou recusa ao teste do bafômetro. Ainda de acordo com a PRF, 69 pessoas foram detidas por apresentarem índice de álcool no organismo considerado crime ou sinais evidentes de embriaguez.
Os estados com maior número de ocorrências foram Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná. Minas liderou o ranking, com 135 sinistros, 10 mortes e 155 feridos. Em seguida aparecem Santa Catarina, com 130 sinistros, seis mortes e 143 feridos, e Paraná, com 112 ocorrências, cinco mortes e 113 feridos.
Neste ano, a operação também intensificou a fiscalização do transporte de passageiros. Ao todo, 1.389 ônibus foram abordados. A medida foi adotada após o aumento da letalidade em acidentes envolvendo ônibus, micro-ônibus e vans. Entre janeiro e abril de 2026, esse tipo de ocorrência já havia registrado 690 sinistros e 74 mortes em todo o país.
A PRF destacou que os dados são preliminares e poderão sofrer alterações à medida que as informações forem consolidadas nos sistemas da corporação.

