O café, uma das bebidas mais consumidas mundialmente, está associado a uma redução no risco de mortalidade, segundo pesquisa da Universidade Tufts, nos Estados Unidos. O estudo indica que consumir de 1 a 3 xícaras diárias de café, especialmente na versão preta ou com baixo teor de açúcar e gordura saturada, pode diminuir as chances de morte por todas as causas, incluindo doenças cardiovasculares.
De acordo com os pesquisadores, os benefícios do café estão ligados aos seus compostos bioativos, mas a adição excessiva de açúcar e gordura saturada pode reduzir essas vantagens. “Café preto e com baixos níveis de açúcar e gordura saturada mostraram estar ligados a um risco 14% menor de mortalidade, comparado a quem não consome café”, explica Fang Fang Zhang, professora da Escola Friedman de Ciência e Política Nutricional da Universidade Tufts.
A pesquisa, que analisou dados da Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição dos EUA (NHANES) entre 1999 e 2018, avaliou 46 mil adultos. O consumo de uma xícara diária foi associado a uma redução de 16% no risco de mortalidade geral, e com 2 a 3 xícaras esse percentual subiu para 17%. Já o consumo superior a três xícaras por dia não apresentou redução adicional.
Além disso, um estudo publicado no European Heart Journal destaca que o período matutino é o mais indicado para o consumo do café, mostrando uma redução de 31% no risco de morte por doenças cardiovasculares entre aqueles que bebem café pela manhã, em comparação com quem não consome a bebida.
Os pesquisadores reforçam que os resultados confirmam as diretrizes nutricionais que recomendam limitar açúcar e gordura saturada na alimentação para potencializar os efeitos benéficos do café.


