O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) suspendeu temporariamente, nesta terça-feira (3), a produção de bebidas em uma das fábricas da Solar, considerada a segunda maior fabricante da Coca-Cola no Brasil. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (4) e foi motivada por uma suspeita de contaminação na linha de produção da unidade, localizada em Maracanaú, no Ceará.
Segundo o Mapa, a medida foi tomada de forma preventiva, em comum acordo com a empresa, após a equipe de fiscalização constatar um vazamento no sistema de resfriamento da linha produtiva. Durante o processo, houve contato entre as bebidas em elaboração e o líquido utilizado no sistema de resfriamento, que contém álcool de grau alimentício. De acordo com o ministério, o material não oferece risco elevado à saúde e não possui substâncias tóxicas.
Como precaução, aproximadamente 9 milhões de litros de bebidas estão sendo analisados em laboratório. A comercialização só será liberada após a comprovação da segurança dos produtos para o consumo.
O Mapa informou ainda que a suspensão será mantida até a conclusão das correções necessárias pela empresa, que já estão em andamento. A liberação da produção pode ocorrer ainda nesta quarta-feira.
Em nota, a Solar afirmou que está realizando “testes rigorosos para comprovar a total segurança” de seus produtos e que trabalha para retomar as atividades o mais rápido possível. A empresa ressaltou que suas licenças de funcionamento permanecem válidas e destacou as certificações internacionais que atestam a qualidade de suas operações, como a ISO 9001 e a FSSC 22000.
Além do refrigerante Coca-Cola, a Solar fabrica outros produtos como Fanta, Sprite, Kuat, Guaraná Jesus, Schweppes, Del Valle e chás Leão. A empresa possui 13 fábricas e 44 centros de distribuição no Brasil, mas informou que todas as demais unidades seguem operando normalmente.


