Uma das marcas que marcou a moda jovem na década passada, a Forever 21 decretou falência e fechou mais de 300 unidades nos Estados Unidos. A decisão reflete dificuldades enfrentadas pela varejista em se adaptar às novas formas de consumo e à ascensão do mercado digital.
O encerramento das operações simboliza o fim de uma era para a grife, que já foi referência em estilo acessível. O modelo baseado em grandes estoques e coleções rápidas perdeu força diante de consumidores que passaram a priorizar sustentabilidade, exclusividade e compras online.
A crise não é recente. Em 2019, a empresa entrou em recuperação judicial, tentando se reorganizar por meio da Lei de Falências dos EUA. Na época, buscou adotar um modelo de negócios mais enxuto, com foco em vendas digitais e parcerias locais, mas as mudanças não foram suficientes para garantir a continuidade da marca.
Fundada em 1984, a Forever 21 cresceu rapidamente entre jovens atraídos por tendências de moda a preços baixos, chegando a operar em países da Ásia, Europa e América Latina. No Brasil, manteve lojas em Salvador, São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Brasília. Todas foram encerradas gradualmente entre 2019 e 2022, antes do decreto final de falência.


