A tragédia envolvendo a brasileira Juliana Marins, de 36 anos, ganhou novos desdobramentos após o corpo da alpinista ser encontrado sem vida no Monte Rinjani, na Indonésia. Em comunicado publicado no perfil oficial criado para acompanhar o caso, @resgatejulianamarins, a família denunciou negligência no resgate e afirmou que continuará lutando por justiça.
Juliana caiu em uma área de difícil acesso durante uma trilha rumo ao cume do vulcão no último sábado (21). Ela foi vista com vida no domingo (22), através de imagens capturadas por um drone de turistas, mas o resgate — iniciado após intensa mobilização de sua irmã, Mariana — só foi concluído quatro dias depois, na terça-feira (24), quando já estava sem vida, a 600 metros do local da queda.
Segundo a família, a publicitária niteroiense poderia ter sobrevivido se o socorro tivesse sido feito dentro das primeiras sete horas após a queda, conforme estimativas técnicas. “Juliana sofreu uma grande negligência por parte da equipe de resgate. Se tivessem chegado até ela dentro do prazo estimado, ela ainda estaria viva. Agora nós vamos atrás de justiça por ela, porque é o que ela merece! Não desistam de Juliana!”, diz o comunicado.
Apesar do resgate, a remoção do corpo da brasileira ainda está em andamento. De acordo com a família, a maca com o corpo foi içada na tarde de terça (horário local), mas o deslocamento até a entrada do parque ainda deve levar cerca de 8 horas.
“Às 14h45 aproximadamente (horário local), a equipe de rapel conseguiu terminar o içamento da maca até o topo. Às 15h começou o deslocamento da maca com Juliana até a entrada do parque. Perspectiva de duração do trajeto: 8h”, informou a família.



