O Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro concluiu que a brasileira Juliana Marins, de 28 anos, sobreviveu entre 10 a 15 minutos após cair na cratera do vulcão Rinjani, na Indonésia, em 21 de junho. A informação, divulgada nesta terça-feira (8), contradiz a expectativa inicial da família de que a morte teria ocorrido de forma imediata.
O novo laudo, solicitado pelos parentes da vítima e obtido pelo portal G1, aponta que Juliana entrou em um “período agonal” — estágio em que há deterioração progressiva das funções vitais. Nesse intervalo, ela já se encontrava em estado crítico, sem condições de se mover ou reagir, segundo os peritos brasileiros.
A análise constatou que Juliana sofreu múltiplas fraturas graves, com traumas na pelve, tórax e crânio, que causaram hemorragia interna fatal. Apesar de confirmar a causa da morte apontada pelas autoridades indonésias, o laudo nacional acrescenta o dado crucial de que a jovem não morreu no impacto da queda.
O IML ressaltou que o embalsamamento do corpo, necessário para o transporte internacional, comprometeu partes importantes da necropsia, como a determinação exata do horário da morte e a análise de sinais clínicos como hipotermia e desidratação.
“Entre o trauma sofrido e o óbito, houve tempo de sofrimento, ainda que breve”, destaca o documento.
Juliana foi localizada apenas três dias após a queda, já sem vida. O resgate do corpo ocorreu em 25 de junho, numa operação complexa com uso de helicópteros, devido ao terreno acidentado do Parque Nacional do Monte Rinjani, um dos principais pontos turísticos da Indonésia.


