Um atendente de um Instituto Médico Legal (IML), foi preso suspeito de utilizar o celular de um homem morto para realizar uma transferência via Pix de R$ 7 mil para a própria conta bancária. O caso aconteceu em Santos, no litoral de São Paulo, e é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil.
O suspeito, identificado como Daniel Nathan Ribeiro Andrade, de 36 anos, trabalhava no Instituto Médico Legal (IML) da cidade. A prisão preventiva foi cumprida na última segunda-feira (8).
A vítima morreu na madrugada do dia 15 de maio após perder o controle da motocicleta que conduzia e colidir contra um poste de iluminação na Avenida Mário Covas. O corpo foi encaminhado ao IML por volta das 3h26.
Dias depois, ao tentar encerrar a conta bancária do marido, a viúva identificou uma transferência via Pix realizada às 6h49, horário em que a vítima já estava morta. Após pesquisar o nome do destinatário da transação, ela descobriu que o dinheiro havia sido enviado para um funcionário do IML.

A mulher registrou um boletim de ocorrência e também relatou que recebeu o celular do marido danificado durante o reconhecimento do corpo. Segundo ela, o aparelho apresentava sinais de quebra e não continha mais mensagens e arquivos do WhatsApp, o que levantou suspeitas de manipulação.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o caso foi encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil, que investiga possíveis crimes de peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios probatórios.
A Superintendência da Polícia Técnico-Científica informou que acompanha as investigações e destacou que não compactua com desvios de conduta, adotando as medidas administrativas e disciplinares cabíveis sempre que irregularidades são identificadas.


