A comoção causada pela morte da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que caiu de um penhasco durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, ganhou um novo desdobramento nesta terça-feira (24). Um vídeo publicado nas redes sociais causou indignação entre internautas por mostrar uma cena gerada por inteligência artificial (IA) em que a jovem aparecia sendo resgatada com vida — o que não aconteceu.
A montagem foi feita pelo artista digital Hidreley Diao, conhecido por utilizar IA em seus trabalhos. A imagem, que simulava um resgate bem-sucedido por bombeiros, foi considerada por muitos como desrespeitosa, especialmente em meio à dor da família e à repercussão nacional do caso.
Diante da repercussão negativa, o artista apagou a publicação e se manifestou em tom de desculpas:
“Fiz um vídeo da Juliana sendo resgatada, movido pela fé, pelo desejo de que tudo acabasse bem. Mas vi que muitas pessoas se sentiram incomodadas — e isso nunca foi minha intenção. Apaguei por respeito. À família, ao momento e à dor de quem acompanha essa história. Se errei no timing, aprendi. Mas sigo com o coração cheio de esperança. Que essa cena, um dia, seja real”, escreveu.
A iniciativa, mesmo motivada por esperança, gerou debate sobre os limites éticos do uso da inteligência artificial em situações de tragédia, especialmente quando envolvem vítimas reais e famílias em luto.
Juliana era publicitária e dançarina e estava na Indonésia acompanhando um grupo de turistas em uma trilha na cratera do Monte Rinjani, na ilha de Lombok.


