Bancários de Feira de Santana realizaram uma manifestação na manhã desta quarta-feira (1º), em frente a uma agência do Santander, na Avenida Getúlio Vargas, para denunciar a precarização das condições de trabalho e o impacto do fechamento de agências no atendimento à população. Informações do portal Acorda Cidade.
Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Feira de Santana, Eritan Machado, a cidade, que possui cerca de 600 mil habitantes, conta com apenas uma agência do Santander com caixas de atendimento, o que tem provocado longas filas e demora para os clientes.
“Hoje só há um caixa funcionando e apenas três pessoas no atendimento. Não é suficiente para atender a demanda. Os clientes passam horas esperando, mesmo pagando tarifas elevadas”, afirmou, ao Acorda Cidade.
De acordo com o sindicato, o Santander já encerrou as atividades de duas unidades em Feira de Santana, localizadas nas avenidas JJ Seabra e Getúlio Vargas. Atualmente, apenas duas agências permanecem em funcionamento, sendo que somente uma oferece atendimento com caixas.
Além da redução das unidades, os representantes da categoria denunciam a diminuição no quadro de funcionários. Segundo Machado, apenas na agência da Getúlio Vargas, três empregados foram desligados recentemente, incluindo um gerente-geral.
O diretor do Sindicato dos Bancários e funcionário do Santander, Thiago Araújo, afirmou que a digitalização dos serviços bancários tem ocorrido sem estrutura adequada para atender quem ainda depende do atendimento presencial, especialmente idosos.
“Trabalho há 20 anos no Santander e nunca vi uma situação como a atual. Muitos idosos aguardam mais de uma hora na fila, e não há funcionários suficientes para atender. Além disso, clientes de cidades vizinhas também procuram as agências de Feira de Santana”, disse, ao portal.
Ele destacou ainda que, há cerca de cinco anos, a unidade contava com mais de 20 funcionários. Atualmente, apenas seis empregados são responsáveis por diversas funções, o que, segundo ele, tem aumentado a sobrecarga de trabalho.
Durante o protesto, o sindicato também informou que está em negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para renovar a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.
A expectativa é que um acordo seja firmado até 30 de agosto. Caso as negociações não avancem até o fim de julho, os bancários poderão deflagrar uma greve nacional.

