O candidato ao Senado pelo Paraná, Deltan Dallagnol (Novo), reagiu à decisão liminar do ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou a suspensão imediata de seus atos de campanha e o bloqueio de recursos públicos destinados à sua candidatura.
Em manifestação divulgada nas redes sociais e em nota, o ex-procurador da Operação Lava Jato afirmou que sua candidatura é “100% legal” e destacou que o registro foi deferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).
Deltan classificou a decisão individual do ministro como uma “afronta aos eleitores do Paraná” e afirmou ser alvo de “perseguição política”. A defesa do candidato informou que pretende recorrer da liminar no próprio TSE.
A medida foi solicitada pelas coligações Paraná Para Todos e Federação Brasil da Esperança. A ação questiona a exoneração de Deltan do Ministério Público Federal enquanto ele ainda respondia a procedimentos no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
A decisão provisória interfere diretamente na campanha do ex-procurador, ao determinar a interrupção dos atos eleitorais e o bloqueio de recursos públicos destinados à candidatura. O caso ainda será analisado pelo tribunal, e a liminar poderá ser revista após a apresentação dos recursos.
Também candidato ao Governo do Paraná, Sérgio Moro se manifestou contra a decisão e saiu em defesa de Deltan. Nas redes sociais, o ex-juiz afirmou que a liberdade política deve ser preservada e classificou a liminar como “inaceitável”. Moro também criticou a atuação do PT no processo movido no TSE.


