Em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão na noite de domingo (6), em alusão ao Dia da Independência do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma defesa enfática da soberania nacional.
Durante a fala, de três minutos e meio, o chefe do Executivo relembrou lutas históricas pela independência, destacou as riquezas naturais do país e mandou um recado direto sobre a autonomia das decisões brasileiras no cenário internacional.
Lula reforçou que o país não aceitará interferências externas na gestão dos seus recursos estratégicos nem nas suas relações comerciais com outros países. “Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender. Somos um país soberano, e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém”, declarou o mandatário, acrescentando que o Brasil “não vai baixar a cabeça para potências estrangeiras” e arrematando: “Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém”.
O presidente citou o potencial econômico do território brasileiro, mencionando que o país detém a maior fonte de água doce do planeta, a segunda maior reserva de terras raras do mundo e novos indícios de petróleo na Foz do Amazonas. Lula celebrou a aprovação, pelo Congresso Nacional, do marco legal para o setor de minerais críticos.
Segundo o presidente, a legislação garantirá que as reservas sejam revertidas em avanço tecnológico e empregos de qualidade. “Recursos naturais que, da mesma forma que o nosso petróleo, devem ser usados para o desenvolvimento de tecnologia de ponta e geração de empregos de qualidade no Brasil”, apontou.
Homenagem à Bahia e aos heróis nacionais
Ao abrir o discurso, o presidente relembrou que a conquista da independência ultrapassou o ato simbólico do Grito do Ipiranga, sendo fruto de mobilizações populares e batalhas históricas em diversas regiões do país.
Lula fez menção expressa à Independência da Bahia, celebrada no Dois de Julho, e homenageou figuras históricas da Inconfidência Mineira e das lutas baianas contra a dominação colonial. “A Independência do Brasil foi uma dura conquista de homens e mulheres que deram suas vidas na batalha contra a tirania, a escravidão e a injustiça social. De Tiradentes a Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica, heroínas do Dois de Julho na Bahia. Defender a nossa independência é defender a nossa soberania”, ressaltou.


