O cenário político nacional foi movimentado por denúncias envolvendo a alta cúpula da disputa presidencial. O candidato à vice-presidência da República na chapa de Pablo Marçal (PRTB), Leonardo “Avalanche”, virou réu na Justiça de São Paulo. Ele é acusado de crimes graves, como associação criminosa, ameaça, manipulação de sistemas públicos de informação e ligações com a facção criminosa PCC. As informações foram divulgadas pelo jornal Metrópoles na coluna do jornalista Demetrio Vecchioli.
Avalanche, que também ocupa o cargo de presidente nacional do PRTB, responde a um processo acolhido em março que corre em segredo de Justiça, motivado por denúncia de violência política contra a mulher. Ele ainda é alvo de pelo menos outros cinco inquéritos na Polícia Federal por acusações correlatas.
Atualmente, o vice de Marçal cumpre medidas protetivas que o proíbem de se aproximar a menos de 500 metros ou manter qualquer contato com duas pessoas. Uma das testemunhas envolvidas no caso está sob a proteção da Polícia Federal.
De acordo com a denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), a ex-vice-presidente da sigla, Rachel de Carvalho, foi vítima de constantes pressões após a dissolução arbitrária do diretório paulista do partido. Em março de 2024, ela teria sido atraída ao escritório do advogado de Avalanche e submetida a ameaças diretas.
O caso mais grave relatado pelo MPE ocorreu em abril do mesmo ano, quando Rachel enfrentava o luto pela morte do pai e foi levada por apoiadores a um local com membros declarados do PCC. Na ocasião, teve o celular apreendido e foi forçada a assinar digitalmente um termo de renúncia, ouvindo de interlocutores ligados ao presidente do partido que a organização criminosa estaria no controle da legenda.


