A Polícia Federal (PF) concluiu uma das etapas da Operação Overclean e indiciou 25 pessoas entre empresários e agentes públicos por envolvimento em um esquema de corrupção, fraudes em licitações e desvio de verbas públicas na Bahia. Segundo informações apuradas pelo portal UOL, a organização criminosa é suspeita de ter movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão em contratos superfaturados.
Entre os indiciados estão os empresários José Marcos Moura (apontado pelas investigações como o “rei do lixo” na Bahia), Fábio Parente e Alex Parente, além de Lucas Maciel Lobão Vieira e Rafael Guimarães de Carvalho, ex-coordenadores do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) no estado. Outros 22 nomes de agentes públicos e executivos completam a lista enviada às autoridades.
Como funcionava o esquema
A investigação aponta que empresas pagavam propina a agentes públicos e políticos em troca do direcionamento de contratos de pavimentação e limpeza urbana junto a prefeituras baianas. Os recursos eram oriundos de órgãos federais de desenvolvimento, a exemplo do Dnocs e da Codevasf.
Deputados Baianos na mira do STF
Com o desdobramento das apurações, o caso subiu para o Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Nunes Marques. Ao menos quatro parlamentares da bancada baiana passaram a ser investigados por suspeita de desvio de emendas parlamentares:
- Elmar Nascimento (União-BA)
- Félix Mendonça Júnior (PDT-BA)
- Dal Barreto (União-BA)
- Vicentinho Júnior (PP-TO)
Apesar de estarem sob apuração no STF, os parlamentares ainda não foram indiciados nesta fase inicial do processo. O relatório da Polícia Federal segue para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá sobre a abertura de denúncias criminais.


