Um dos principais líderes da Seleção Brasileira e cotado para usar a braçadeira de capitão durante a Copa do Mundo, o zagueiro Marquinhos saiu em defesa dos jogadores mais experientes do elenco e afirmou que não vê sentido em comparar a atual equipe com campanhas passadas que terminaram em eliminação.
Em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (3), o defensor do PSG destacou que cada Copa do Mundo possui contextos diferentes e ressaltou que o futebol moderno não oferece fórmulas prontas para alcançar o sucesso.
“É difícil comparar momentos, equipes e preparações. O futebol mostra cada vez mais que não existe uma receita para ser campeão. Há diferentes caminhos para chegar ao objetivo, e o mais importante é ter um grupo forte, preparado física e mentalmente”, afirmou o jogador.
Marquinhos também comentou sobre a experiência adquirida nas últimas edições do Mundial. Presente nas Copas de 2018 e 2022, ele acredita que as decepções do passado podem servir como aprendizado para a atual geração.
O zagueiro relembrou que esteve em campo na eliminação para a Croácia, nos pênaltis, nas quartas de final da Copa do Catar, e destacou que momentos difíceis ajudam a fortalecer o elenco para novos desafios.
“Quem já viveu uma eliminação sabe o quanto dói ficar sem conquistar uma Copa do Mundo. Essa experiência pode ser importante para orientar os jogadores que estão chegando agora. Tivemos grandes seleções em outras edições e, mesmo assim, não conseguimos o título. O futebol sempre reserva surpresas”, disse.
Exemplo do PSG e dos últimos campeões mundiais
Marquinhos também citou a trajetória recente do PSG como exemplo de que o favoritismo nem sempre é determinante em competições de mata-mata. Segundo ele, muitas equipes campeãs cresceram ao longo do torneio e atingiram seu melhor nível nos momentos decisivos.
Para o defensor, o foco da Seleção deve estar na evolução durante a competição, sem a preocupação de iniciar o Mundial apontada como principal candidata ao título.
“Os últimos campeões mostraram que evoluíram durante a Copa. No PSG aconteceu algo parecido. Não começamos como favoritos e terminamos campeões. O mais importante não é a forma como se inicia a competição, mas como ela termina”, concluiu.


