Moradores do bairro de São Cristóvão, em Salvador, voltaram a denunciar os transtornos causados pela situação do córrego Caribé, localizado nas proximidades da Terceira Travessa. Segundo relatos da comunidade, o local sofre há anos com acúmulo de lixo, esgoto a céu aberto e constantes alagamentos durante períodos de chuva forte.
De acordo com o morador Uoston Ramos, a população já não tem suportado as medidas paliativas realizadas pela Prefeitura de Salvador, por meio da Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb). Segundo ele, as ações de limpeza acontecem apenas após episódios graves de enchentes e prejuízos para os moradores.
“A solicitação que fazemos aos órgãos públicos com frequência é a limpeza do Córrego Caribé e do entorno. Só que isso, na maioria das vezes, só acontece depois que o pior ocorre, como alagamento das residências, perda de móveis e até doenças”, relatou em entrevista ao Liga ds Notícia.
Ainda conforme o denunciante, atualmente, a principal reivindicação da comunidade é uma solução definitiva para o problema. Os moradores cobram um investimento estrutural semelhante ao realizado em outros bairros da capital baiana.
“Hoje, nossa reivindicação é uma solução definitiva, assim como fizeram na Lucaia, Imbuí. O que queremos é o investimento no Córrego Caribé para acabar de uma vez por todas com esses transtornos”, disse Uoston.
O morador também relatou preocupação com a localização do córrego, que fica próximo ao Aeroporto de Salvador e em uma área de grande circulação de pessoas.
“A gente está a poucos metros do aeroporto e convivendo com esgoto a céu aberto. Isso traz transtorno não só para os moradores da região, mas para todas as pessoas que passam pelo local diariamente”, declarou.
Segundo os relatos, quando ocorrem chuvas intensas, a água invade imóveis da região, deixando famílias ilhadas e causando prejuízos materiais. Os moradores defendem que a solução ideal seria o “envelopamento” do córrego, obra considerada pela comunidade como essencial para resolver definitivamente os alagamentos.
“Nós não entendemos porque outros bairros recebem esse tipo de intervenção e São Cristóvão não tem o mesmo direito”, questionou o morador.
A comunidade afirma ainda que já possui um projeto para utilização do espaço após uma eventual obra de requalificação no local.
Até o momento, os moradores aguardam um posicionamento dos órgãos responsáveis sobre possíveis intervenções definitivas para a área.
A reportagem do Liga da Notícia procurou a Limpurb que, por meio da Assessoria de Comunicação (Ascom), informou que essa demanda é de responsabilidade da Secretaria de Manutenção (Seman). Já a Seman, também por meio da Ascom, disse que recentemente foi realizada uma limpeza no local.
View this post on Instagram


