O prazo de desincompatibilização para agentes públicos que pretendem disputar as eleições de outubro terminou no último sábado (4), provocando a saída de 11 governadores de seus cargos. A regra vale para chefes do Executivo, como governadores, prefeitos e ministros, que precisam deixar as funções seis meses antes do pleito caso desejem concorrer a outro cargo.
Entre os governadores que deixaram os cargos estão Ronaldo Caiado, que confirmou pré-candidatura à Presidência da República, e Romeu Zema, que também sinalizou interesse em disputar o Palácio do Planalto após concluir o segundo mandato consecutivo.
Outros nove governadores renunciaram para tentar uma vaga no Senado. Deixaram os cargos Gladson Cameli, Wilson Lima, Ibaneis Rocha, Renato Casagrande, Mauro Mendes, Helder Barbalho, João Azevêdo, Antonio Denarium e Cláudio Castro.
No caso de Cláudio Castro, a candidatura ao Senado deverá ocorrer sub judice. O ex-governador foi condenado à inelegibilidade até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral e tenta reverter a decisão.
Já os governadores que vão disputar a reeleição podem permanecer nos cargos. É o caso de Jerônimo Rodrigues, além de outros oito chefes de Executivo estaduais que pretendem buscar um segundo mandato.
O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. Caso nenhum candidato à Presidência ou aos governos estaduais obtenha mais da metade dos votos válidos, haverá segundo turno em 25 de outubro. Cerca de 155 milhões de eleitores devem participar da votação em todo o país.


