Uma ofensiva realizada pela Polícia Civil da Bahia na manhã desta quarta-feira (11) terminou com 12 pessoas presas durante a Operação Peptídeos, que investiga um esquema de comercialização clandestina de substâncias utilizadas para emagrecimento. A ação é conduzida pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), por meio da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon).
Segundo a corporação, nove prisões ocorreram por mandados judiciais e outras três foram em flagrante. As diligências aconteceram em diferentes pontos de Salvador, além de Lauro de Freitas e Camaçari, na Região Metropolitana, e também em Feira de Santana, no interior do estado.
Na capital baiana, as equipes atuaram nos bairros Valéria, Cajazeiras, Canabrava, Ondina, Barra, Pituba, Caminho das Árvores e Costa Azul. Ao todo, a operação também executou 57 mandados de busca e apreensão, inclusive em um endereço localizado em São Paulo.
Durante as buscas, os policiais encontraram diversos medicamentos e substâncias usadas em tratamentos de saúde. Entre os materiais apreendidos está a Retatrutide, produto voltado ao tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, cuja utilização não é autorizada no Brasil.
As investigações indicam que o grupo atuaria de forma organizada na venda dessas substâncias para finalidades estéticas e de perda de peso, muitas vezes sem prescrição médica e sem atender às exigências sanitárias. Conforme a polícia, os produtos eram direcionados ao público interessado em emagrecimento rápido.
A operação também teve como alvo dois hospitais, sete clínicas de estética, uma farmácia, uma loja de cosméticos e diversos imóveis residenciais ligados a profissionais da área da saúde e estética.
Mais de 200 policiais civis participaram da ação, com apoio de diferentes setores da corporação, incluindo o Departamento de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), o Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco) e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
A força-tarefa contou ainda com suporte do Departamento de Polícia Técnica (DPT), da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), da Vigilância Sanitária de Salvador e da Polícia Militar da Bahia.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre o funcionamento da rede suspeita.


