A Polícia Civil prendeu três homens suspeitos de participação direta na execução do ex-delegado-geral de Polícia Ruy Ferraz, assassinado em 15 de setembro de 2025, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. As prisões ocorreram nesta terça-feira (13), durante uma operação realizada na capital paulista, em Jundiaí, no interior do estado, e em Mongaguá, na Baixada Santista. Um dos detidos é apontado como um dos mandantes do crime.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, a ação é resultado da continuidade das investigações conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-6).
“Desde a morte do ex-delegado, as equipes da Polícia Civil trabalham incansavelmente para prender todos os envolvidos nesse assassinato. Não vamos desistir enquanto não acharmos o mandante desse crime. Os alvos fazem parte do topo do comando, o que nos leva a crer que estamos muito próximos de fechar esse quebra-cabeça”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.
Segundo as investigações, a principal linha de apuração indica que Ruy Ferraz foi executado em razão de sua atuação no combate ao crime organizado. Ainda conforme o secretário, os três presos haviam sido detidos pelo ex-delegado em 2005, quando atuavam em assaltos a banco.
A diretora do DHPP, delegada Ivalda Aleixo, informou que os suspeitos pertencem a uma facção criminosa e possuem mais de 20 anos de envolvimento com atividades ilícitas. “Todos eles já foram presos anteriormente e estão ligados a crimes como assaltos a banco, organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro”, explicou.
Durante a operação, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão. Dois investigados seguem foragidos — um ainda em território paulista e outro que fugiu para fora do país logo após o crime.
Detalhes das prisões
Um dos presos, responsável pelo apoio estratégico e logístico, foi capturado na região de Interlagos, na zona sul da capital. Outro suspeito foi localizado em Jundiaí e é apontado como um dos líderes da organização criminosa e articulador da execução. Já o terceiro detido, preso em Mongaguá, também atuou no suporte logístico e operacional, auxiliando na fuga, no fornecimento de materiais e na articulação entre os envolvidos.
Na primeira fase da investigação, o DHPP já havia identificado e prendido dez suspeitos, com o indiciamento de 13 pessoas. A partir da análise de depoimentos, celulares, documentos apreendidos e da quebra de sigilos telefônico e telemático, os investigadores chegaram aos novos alvos.
Segundo o diretor do Deic, Ronaldo Sayeg, a apuração segue em andamento. “Já temos a logística do crime e da execução. Agora falta identificar quem foi a pessoa que colocou todo esse mecanismo em funcionamento”, afirmou.
Os próximos passos incluem a análise do material apreendido e a oitiva dos presos, com o objetivo de identificar outros envolvidos e concluir o inquérito.


