A vitória histórica de Wagner Moura no Globo de Ouro 2026, apesar de celebrada internacionalmente, não agradou a todos. O ator baiano se tornou, no último domingo (11), o primeiro brasileiro a vencer a categoria de Melhor Ator em Filme de Drama, mas a conquista foi duramente criticada pelo ex-ator e atual deputado federal Mario Frias (PL-SP).
Por meio das redes sociais, Frias fez uma série de ataques ao artista, afirmando que Wagner Moura seria “sustentado por um Estado corrupto” e acusando o ator de apoiar regimes que classificou como ditatoriais. “Esse sujeito posa de defensor da democracia enquanto apoia ditaduras como as de Maduro, Chávez e Lula”, escreveu o parlamentar.
O ex-secretário especial da Cultura também afirmou que Moura faz discursos contra o fascismo, mas, segundo ele, se beneficiaria do próprio Estado que critica. “Discursa contra o fascismo, mas se cala diante do fato de que é sustentado por um Estado corrupto e violento, que rouba dos mais pobres”, disparou.
As críticas seguiram com acusações de hipocrisia ideológica. Para Frias, o ator utiliza sua imagem política como estratégia de autopromoção internacional, enquanto vive confortavelmente nos Estados Unidos. “No fim, não passa de alguém que transforma discurso político em negócio lucrativo”, completou.
Até o momento, Wagner Moura não se pronunciou sobre os ataques. O ator venceu o Globo de Ouro por sua atuação no filme “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, ambientado na década de 1970 e marcado por fortes críticas à ditadura militar brasileira.
O longa-metragem também conquistou o prêmio de Melhor Filme em Língua Não Inglesa, garantindo um feito inédito para o cinema nacional, que levou dois troféus na mesma edição da premiação.


