A empresária Rayane Figliuzzi foi afastada, nesta segunda-feira (8), do quadro de musas da Unidos de Vila Isabel para o Carnaval de 2026. Segundo a agremiação, a decisão ocorreu devido à impossibilidade de cumprimento de agendas e à repercussão de recentes acontecimentos, referência à denúncia de injúria racial envolvendo integrantes da equipe de Rayane.
O caso está sob investigação da Polícia Civil de São Paulo, após ter sido registrado inicialmente na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), no Rio de Janeiro.
Conforme o boletim de ocorrência obtido pelo g1, uma secretária pessoal de Rayane teria chamado de “macaca” a então assessora de imprensa da influenciadora Juliana Palmer durante um jantar em um restaurante japonês. A vítima também relatou que um copo com bebida alcoólica foi arremessado em suas costas.
O caso foi registrado como injúria racial.
Juliana afirmou ao g1 que o cantor Belo, namorado de Rayane, prestou solidariedade no momento da agressão. Ela também disse que Rayane não estava presente à mesa. Após o episódio, precisou de atendimento médico.
A reportagem procurou a secretária envolvida e Rayane Figliuzzi, mas não obteve retorno até a última atualização.
Juliana atua há 18 anos como assessora de imprensa de personalidades ligadas ao carnaval. Ela é filha do tradicional casal de mestre-sala e porta-bandeira Élcio PV e Dóris, ícones da folia carioca.
Na nota divulgada a imprensa, a direção afirmou que o posto de musa exige dedicação integral e que, diante da falta de disponibilidade da empresária e da repercussão negativa, não foi possível mantê-la no cargo. A escola também reforçou seu compromisso com respeito, inclusão e combate a qualquer forma de discriminação.



