Na véspera do Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, o cantor baiano Leo Santana foi homenageado com a maior honraria do Prêmio da Igualdade Racial Categoria Nelson Mandela, concedido pela Frente Nacional de Negros e Negras (FNN). A cerimônia aconteceu na manhã desta quarta-feira (19), durante a coletiva de imprensa do audiovisual “DNA de Gigante”, que terá gravação aberta ao público nesta quinta-feira (20), na Praça Maria Felipa, no bairro do Comércio, em Salvador.
Emocionado, Leo Santana agradeceu a homenagem e destacou o esforço necessário para alcançar o reconhecimento. “Fico sem palavras porque sei o quanto é difícil manter esse projeto e o quanto significa chegar até aqui e ter esse reconhecimento. É uma busca incessante por quebras de barreiras, por respeito, por igualdade de fato”, afirmou o artista.
Durante a coletiva, o cantor também falou sobre o preconceito enfrentado ao longo de sua carreira, lembrando que, mesmo com representatividade, ainda existem espaços em que sua música tem dificuldade de alcançar. “Ainda é difícil para Leo Santana chegar a alguns lugares. Sabemos que tudo é no tempo de Deus, mas temos feito um trabalho muito especial nesses 20 anos, como homem, como artista, como representante da música preta baiana para o Brasil, e ainda assim há lugares que não conseguimos invadir. E percebo que isso acontece por eu ser preto. Mas, ao mesmo tempo, digo: vocês vão ter que me aturar, vão ter que me engolir. É uma luta que não acaba nunca”, desabafou.
A homenagem reforça a trajetória de Leo Santana como um dos principais representantes da música baiana e da cultura afro-brasileira, em um momento simbólico próximo ao feriado nacional que celebra a resistência e a memória de Zumbi dos Palmares.


