O pai do vereador Gleiber da Mota Fernandes, morto a tiros junto com o assessor Diego Castro Reis na madrugada de domingo (9), levantou suspeitas sobre os sócios do filho em uma empresa. O crime ocorreu na casa da família do parlamentar, localizada na zona rural de Santo Amaro, às margens da BA-420, no Recôncavo baiano.
Em entrevista à TV Bahia, Gleiber Favela, ex-vereador da cidade e pai da vítima, afirmou que o filho não costumava comentar sobre seus negócios, mas demonstrou desconfiança em relação a uma sociedade recente.
“Eu estou meio cabreiro com isso porque ele tem sócios. Não estou acusando ninguém, mas esse negócio dos sócios dele que ele abriu a empresa agora… não sei qual é a sociedade dele. Ele foi um dia desses vender uma fazenda em Euclides da Cunha”, declarou.
A suspeita é de que as vítimas tenham sido mortas enquanto dormiam. A perícia foi concluída nesta segunda-feira (10), e a Polícia Civil segue investigando o caso. A motivação e a dinâmica do duplo homicídio ainda não foram esclarecidas.
Horas antes do crime, o vereador participou da inauguração de uma loja em Feira de Santana e de uma confraternização com o assessor. Os dois retornaram juntos ao sítio na noite de sábado.
Segundo registros do Serasa, Gleiber era proprietário de uma empresa aberta em 2013, com o nome fantasia ME Gleiber Jr Comércio e Serviços, especializada na venda de pneus e câmaras de ar. Não há registro de empreendimento mais recente.
Reeleito em 2024 com cerca de 950 votos, o parlamentar tinha passagens pela polícia e respondia a processos por ameaça, invasão de propriedade e receptação. Em 2019, chegou a ser preso em flagrante e liberado após pagar fiança de R$ 7 mil.
Em outro episódio, Gleiber foi acusado de invadir uma fazenda entre Euclides da Cunha e Canudos e ameaçar um caseiro. Ele afirmava ser o proprietário do terreno, mas a Justiça rejeitou a documentação apresentada. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) arquivou uma denúncia anterior por falta de provas.


