O empresário Jailson Couto Ribeiro, conhecido como Jau Ribeiro, preso no dia 16 de outubro na Operação Primus, está sendo processado pela Raízen, distribuidora da Shell no Brasil, por uso irregular da marca em seus postos de combustíveis na Bahia.
Segundo a investigação da Polícia Civil da Bahia, Jau teria se associado a Mohamad Hussein Mourad, suspeito de integrar o PCC, para vender combustíveis no estado. Apesar de ter deixado de adquirir produtos da Shell no último ano, Jau continuava utilizando a bandeira da empresa em seus postos, o que motivou a ação judicial.
Um dia após sua prisão preventiva, a Shell entrou com o processo contra duas empresas de Jau, solicitando que a Justiça obrigue a retirada de todas as características visuais da marca de seus estabelecimentos.
“Mesmo violando a exclusividade e estando em débito, as rés continuam a ostentar a marca Shell em seus postos. Tal prática não apenas viola o contrato, mas também induz o consumidor a erro, configurando propaganda enganosa”, afirmam os advogados da Raízen.
A distribuidora também aponta que o empresário teria quebrado o contrato de exclusividade e prejudicado a imagem da empresa devido à operação policial. A ação ainda será analisada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
O esquema investigado
Jau Ribeiro, que concorreu ao cargo de prefeito em Iaçu nas eleições de 2020, é conhecido como um dos maiores revendedores da Shell na América Latina. A Operação Primus cumpriu cinco mandados de prisão, incluindo outros três na Bahia e um em São Paulo e no Rio de Janeiro, além do bloqueio de bens de R$ 6,5 bilhões.
As investigações apontam que cerca de 200 postos de combustíveis estavam ligados a um grupo criminoso responsável por adulteração e comercialização irregular de gasolina, além de lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, os estabelecimentos eram usados para ocultar patrimônio e dificultar o rastreamento de valores via fraude fiscal.
Informações do portal UOl e BNews.


